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Snack Culture – what the hell is that?

Julho 24, 2007

O termo snack culture tem “bombado” na web ultimamente. Talvez nem seja novidade para você leitor (que provavelmente vai deixar de ler esse texto exatamente agora…1, 2, 3 e já!), mas minha intenção aqui não é nem explicar o que isso significa e sim dar minha humilde opinião a respeito disso.

Esse termo foi difundido pela revista Wired, especializada em tecnologia, games e etc. Apontando para a nova tendência da cultura e comunicação na web. Basicamente quer dizer que as pessoas atualmente consumem produtos culturais aos pedaços, aos poucos, como você faz com aquela batatinha da onda, ou então com aquela bolachinha salgada.

Minha mãe gritava comigo “Menino pára de comer besteira”. Hoje toda vez que a gastrite ataca eu lembro dela (Te amo Dona Solange). Meu estômago não aguenta tanta porcaria. E a minha cabeça?

Eu amo internet. Houve uma “democratização” da informação nunca antes vista. Como é bom procurar num site o endereço de um lugar, calcular quanto vou gastar naquela balada, ficar sabendo do ultimo filme do Tarantino e etc.

Pó, depois da mulher, a internet é a melhor invenção?

Hmmm sei não. Sabe aqueles dias?

Brincadeiras a parte o que eu quero dizer é que uma grande bola de neve se formou. A “abertura” da informação que antes era controlada agora precisa de um controle. A nova geração escreve pior que eu (vc num axa?). E a arte? Putz…

A arte está cada vez mais comprimida. .mpg, .mp4, .mp3, .mov. As cabeças criativas, os artistas tomaram forma de fabricantes de um produto que tem que ser consumido rapidamente, tem que ser “leve” e superficial fingindo um conteúdo intenso. Boom! E o cara na frente do computador já espalha o link enquanto carrega outro.

Os vídeos tem a resolução cada vez pior, o som é ruim, isso sem contar que parece que toda produção áudio-visual tem um novo limite: os 10 minutos do youtube.

A MTV que foi a grande formadora estética dos anos 90 nem passa mais clipe. Como não? Está tudo lá no Overdrive. Pra que eu vou rodar um clipe em 16mm ou 35mm se um vídeo em mini-dv com um bom filtro e comprimido em mp4 fica quase igual naquela telinha do youtube?

O acesso aumentou. Isso é fato. Se brincar você com um laptop no ponto de ônibus caça um Wi-fi e assiste o Jeremias, muito louco sendo preso enquanto o Terminal Princesa Isabel não passa(o amarelo demora pra cacete).

Mas e a qualidade?

E os artistas?

Na minha opinião o objetivo de um artista é criar uma obra atemporal. Mas não tem rolado mais. Ou pelo menos eu não vou encontrar isso na web.

A forma de produzir arte mudou e a forma de consumir idem. Ao meu ver não encontramos uma maneira de que isso seja feito sem perder o valor artístico em questão.

Um disco por exemplo.

As pessoas ouvem aos cacos, no caso do mp3. Nunca como um conjunto. Um conceito.

Esse texto.

De 10 pessoas 8 já desistiram de ler. Se eu quisesse dizer que eu roubei um banco ninguém ia notar. Claro. Com tanta coisa pra ler, ouvir, consumir, vomitar, ver alguém vomitando, “dando sopa” na web, não faz sentindo perder tempo com um texto tão grande.

Pareço retrógrado, mas pra mim é fato: a arte perdeu valor na web. Música e cinema são as artes que eu mais me envolvo e tento produzir. É triste ver suas decadências.

A vida parece que virou um grande hotsite sabe? E todos entram no cinema só pra ver o trailler. Afinal é “pápum” e “próóóximo”.

 

A internet é linda, mas sabe aqueles dias?

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Kennedy Lui tem 25 anos. Se veste que nem moleque, se acha adulto e age como um idoso.
Formado em publicidade, compõe e toca na banda Same Joke (www.myspace.com/samejoke), é contraditório e divulga seus snacks. Compôs um sambinha que considera “quase genial”. Não assiste filme pirata, está desempregado, mas trabalhando muito. Seus ídolos são: Michael Gondry, Jorge Ben e Chico Buarque. Indica a banda: Radiola Santa Rosa.

Seu perfil no orkut é:

Eu tento ser o veneno. Mas ainda sou fichinha perto do Chico Buarque.
A música é uma das coisas que ainda fazem sentido.
Sendo assim…
tratei de comprar fones mais confortáveis e escovo os dentes dançando.

Blogueira Gica

Julho 13, 2007

First Life, amigos.

Agências se fundem, verticalizam, mudam seus slogans. Anunciantes renovam as grades de produtos, fazem pesquisas de todos os tipos. Enquanto tudo isso acontece, a massa está blogando, se relacionando em redes virtuais, visitando civilizações inóspitas, comendo peixe vivo. Em resumo, é o caos.

Qual é o novo rosa da comunicação? A pergunta que retumba pelos nossos mares. Aos rebanhos, todos se instalam no Second Life. De repente, um novo alarme: blogs. O jornal impresso já era? Campanha viral no YouTube? Guerrilha! O que diabos a gente pode fazer com a tecnologia blue tooth? Alguém?

O bendito avanço tecnológico que prometeu (e até promoveu) melhoras significativas nas nossas vidas acabou detonando uma bomba atômica na gente, pobres escravos da comunicação. Ainda mais depois que alguém resolveu inventar o marketing de nichos, clusters e o escambau.

Os números não mentem: temos cada vez mais internautas gerando e consumindo conteúdo próprio na rede. Todo mundo quer ser celebridade de um mundo non sense. A tal Geração M consome mídia por seis horas e meia diárias. Nunca houve tanta variedade de produtos. Os reality shows são campeões de audiência. E a cauda continua a crescer. O que fazer? Anunciar na novela?

A discussão esquenta e muitos propagam a morte da publicidade. Outros bradam que o negócio é investir em relações públicas. Os jornalistas defendem que eles é que têm que receber para fazer assessoria de comunicação. Cartápoclis: se eu tenho um produto e quero vender mais, por qual caminho eu sigo?

Erase and rewind

, como diria a bonitinha Nina Person. Antes de mais nada, estamos falando de pessoas e seus relacionamentos. Uma compra nada mais é que uma troca de experiência entre pessoas. Uma entrevista de emprego? Pessoas. Uma multicampanha? Sim, elas de novo.Se você está lendo este texto, presumo que você seja uma pessoa (caso contrário, não perca tempo: vá ganhar dinheiro se exibindo no programa de auditório de maior audiência que você encontrar). Como pessoa, você dá valor à opinião de quem você conhece/admira/confia. E isso tudo pode ser resumido em uma singela paroxítona: credibilidade.

As pessoas confiam nos seus pares. Em gente de carne e osso, que acorda de manhã com mau hálito, pega ônibus, assina contratos, paga aluguel: seres humanos que não estão cobertos de photoshop e nem sempre sorriem (muito menos quando o assunto for fita adesiva para dentadura).

Você conhece os seus clientes? Sabe quem é o cara que vai entrevistar você? Está por dentro das conversas dos nichos? Aliás, você tem amigos? Muita coisa começa nos círculos sociais mais próximos, da esquina às blogosferas desse mundão. Foi assim que a dona Lais Kantor me conheceu, inclusive, e me convidou pra escrever aqui. Pra dizer a verdade, não é o caos: são só as pessoas.

Gica Trierweiler

gicatrier@gmail.com

www.verdevelma.blogspot.com

Convidada_tlab report versão colaborativa

Julho 4, 2007

Nesses dias que irá fazer um post especial para nós é a Gica, aliás conheço há por conta desse mundo de blogs, pedi para que ela se descrevesse assim vocês a conhecem um pouquinho, e quem quiser conhecer mais acessem verde velma:

Gica Trierweiler, publicitária multiuso e banda-de-uma-mulher-só nas horas vagas.
Já limpou cocô de nenê na Itália e fez design editorial na Colômbia, embora não tenha antecedentes criminais. É apaixonada pela blogosfera e cultiva o saudável hábito de blogar há 6 anos. Solteira, fumante e portadora de CNH B.

:)

O case do século

Junho 27, 2007

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Já pensou uma agência que cresce 125% em cinco anos de mercado e consegue promover a sustentabilidade da empresa e da comunidade onde ela está inserida apenas com os recursos arrecadados com os jobs?

Esse é o perfil da Tumis, de Oakland, que faz o seguinte discurso: “trabalhamos apenas para promover a paz entre os povos da Terra.” Do jeito que as coisas andam, todo mundo torce para que o mote da agência se transforme no case do século!

A imagem é uma das criações deles.

Leia abaixo os onze pontos que definem a política da Tumis e depois visite o site:

- Orientação sexual, racial, de justiça, de classe e de gênero

- Desenvolvimento pessoal e profissional

- Sustentabilidade e autonomia

- Ética profissional (respeito entre patrões e empregados)

- Consciência ambiental

- Redistribuição de riquezas

- Prestação de contas (das grandes corporações, que afetam o planeta de alguma forma)

post colaborativo escrito por Marcelo.

Se ainda não viu, Veja

Junho 21, 2007

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A Veja é uma marca de tênis francesa que desenvolve toda a sua linha de produtos no Brasil e de maneira sustentável. Da matéria-prima ao produto, tudo é feito através de cooperativas. No Ceará e no Paraná, é plantado o algodão, no Acre, extraída a borracha e, no Rio Grande do Sul, os tênis são fabricados.

Se você ficou com vontade, pode ir providenciando a passagem. Os tênis deles ainda nco chegaram por aqui. Os principais mercados são Europa e Estados Unidos.

Já tive a chance de conversar com o François, que é proprietário da marca. Os motivos para produzir em terras tupiniquins parecem bem óbvios: “Eu poderia produzir no Vietnã ou na China. A mão de obra é mais barata. Mas o brasileiro tem um jeito de fazer as coisas que só ele tem”. Tanto que o modelo que foi lançado em Paris, em 30/5, tem o nome de Tauá, uma pequena cidade do Ceará. O vídeo é o promo do lançamento.

A frase Green is the new Black, que aparece no vídeo, tem sua razão. Não é nenhuma apologia ao meio ambiente, é que um modelo da última coleção fez muito sucesso e era verde.

Não precisou muito para um trocadilho com o pretinho básico.

para saber mais:
My Space da Veja

Villaget, a ONG que produz os tênis

Matéria (em francês) sobre a Veja

Postado Por Marcelo

Convidado_tlab report versão colaborativa

Junho 21, 2007

conversando por email com um blogueiro que costuma passear por aqui, chegamos à conclusão que cada um tem uma visão sobre o que é ser “comum-free”e  que, para isso, cada um tem uma fonte de inspiração e admiração diferente, assim como entre nós próprios do Lab.

assim, nasceu a idéia de convidarmos algumas pessoas para escrever um pouco pro nosso blog, acrescentar idéias e colaborar com a gente nessa causa. e o marcelo amaral, que escreve para o cavalo na chuva, é o nosso primeiro convidado.

confira o texto dele no post acima!

em tempo: se você também quiser contribuir, comenta aqui pra gente :)